01/02/2017 às 08h38min - Atualizada em 01/02/2017 às 08h38min

Delegacia de homicídios reconstitui cena em que agente da Lei Seca foi atropelado

G1
Felicia Arbex
A reconstituição do atropelamento que resultou na morte do agente da Operação Lei Seca, Diogo Nascimento Souza, aconteceu na noite desta terça-feira (31), em João Pessoa. De acordo com o delegado de homicídios Reinaldo Nóbrega, os agentes que estavam na blitz no dia do ocorrido, testemunhas, motoristas que foram parados na blitz e o suspeito, Rodolpho Gonçalves Carlos da Silva, foram intimados a participar da simulação do atropelamento.

O agente de trânsito Diogo Nascimento, de 34 anos, morreu no Hospital de Emergência e Trauma no domingo (22) e foi enterrado no Cemitério do Cristo Redentor no fim da tarde da segunda-feira (23). Uma cerimônia com homenagens ao agente morto foi realizada pelos familiares e amigos.

Em nota, a defesa de Rodolpho Carlos da Silva informou que o motorista atenderia aos termos da intimação. O motorista compareceu à delegacia, mas não participou da reconstituição. A defesa não se pronunciou sobre a reconstituição.

De acordo com o delegado do caso, o suspeito tem o direito de não comparecer e, no caso de comparecer, não participar da reconstituição do caso.

O objetivo da reprodução simulada, segundo Nóbrega, é aproximar as versões relatadas com o que de fato aconteceu na noite do atropelamento. "Na verdade, eu quero confrontar se tudo que foi dito, se os depoimentos que foram colhidos na delegacia coadunam com a realidade, se existe uma relação do que foi dito com o que aconteceu. O que a gente quer é que esse caso tenha uma solução", explicou.

Além dos intimados a participar da reconstituição e da Polícia Civil, uma equipe do Instituto de Polícia Científica (IPC) contribuiu com a reconstituição, uma vez que a reprodução simulada é um exame pericial. Equipes da Superintendência Executiva de Mobilidade Urbana (Semob) e da Polícia Militar também colaboraram com os trabalhos, garantindo a segurança.

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