13/09/2019 às 20h51min - Atualizada em 13/09/2019 às 20h51min

Ministério Público pede bloqueio de quase R$ 500 mil da PMJP para garantir cirurgias no Trauminha

O Ministério Público da Paraíba (MPPB) protocolou, nesta sexta-feira (13), uma petição à Justiça requerendo o bloqueio de R$ 426 mil da Prefeitura de João Pessoa para suprir carência de equipamentos e materiais do Complexo Hospitalar de Mangabeira, o Trauminha.

O documento informa o descumprimento de uma decisão judicial, proferida em 15 de janeiro de 2016, que impôs ao Município, entre outras coisas, a correção de problemas apontados por conselhos de classe e órgãos de fiscalização.

Entre os problemas apontados estão a falta de insumos, equipamentos, órteses e próteses; insuficiência de leitos hospitalares e demora na realização de cirurgias eletivas. O MPPB também encaminhou à Justiça documentos emitidos pelo hospital que mostram a suspensão de mais de 50 procedimentos, no período de 1 a 28 de agosto deste ano, por falta de materiais mínimos para a efetivação das cirurgias.

A situação foi constatada durante inspeção ao complexo hospitalar, na última quarta-feira (11), realizada pela 48ª promotora de Justiça em substituição, Jovana Maria Silva Tabosa, juntamente com representantes do Conselho Regional de Medicina da Paraíba (CRM). No dia da visita, segundo a petição, dos 19 procedimentos cirúrgicos agendados pelo hospital, apenas sete haviam sido realizados. Os outros 12 foram suspensos por falta de equipamentos, como perfurador e alicates cirúrgicos.

“Mais uma vez, o Departamento de Fiscalização considera a unidade hospitalar de risco elevado para a população, além de existir uma demora exagerada nos procedimentos cirúrgicos… Continua a escassez de material de órtese e prótese, equipamentos necessários para a realização de procedimentos cirúrgicos o que causa atraso na realização dos procedimentos. Há também escassez de medicamentos e roupas hospitalares, bem como o número insuficiente de oxímetros na Unidade de Terapia Intensiva”, relatou à promotora Jovana Maria.

A Secretaria Municipal de Saúde informou ao Portal Correio que só vai se pronunciar sobre essa questão quando for notificada pela Justiça.
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