19/11/2019 às 16h31min - Atualizada em 19/11/2019 às 16h31min

Emoção marca despedida a Lena Guimarães

Amigos e familiares se despediram da jornalista Lena Guimarães, na manhã desta terça-feira (19), no Crematório Caminho da Paz, em Cabedelo. Lena estava internada em um hospital particular e foi vítima de falência múltipla de órgãos, em decorrência de um câncer no pâncreas, nessa segunda-feira (18). Ela deixa um filho, Daniel Guimarães, aos 62 anos.

O diretor-presidente do Sistema Correio de Comunicação, Roberto Calvacanti, falou das qualidades de Lena como amiga e profissional.

“É um momento de paz. Porque ou você tem fé ou então a passagem pela vida não tem sentido. O ser humano quer mais, mais tempo de convivência, quer estar junto, ainda mais com as qualidades de Lena, humanas e profissionais. As qualidades humanas são o que pesa com uma força avassaladora. A confiabilidade. É muito difícil uma pessoa estar ao seu lado a tanto tempo com registro de confiabilidade. Profissionalmente era o exemplo da competência”, disse.

Ex-marido de Lena, o jornalista Nonato Guedes, ressaltou a “figura extraordinária” que era Lena.

“Lena foi uma figura extraordinária sob todos os pontos de vista, como mulher, como profissional. Eu como marido, namorado, companheiro e pai de Daniel acompanhei de perto essa trajetória dela. Era uma figura que tinha repercussão nacional e competente. Lena tinha muitas preocupações com uma coisa chamada justiça social. Tinha uma preocupação com os mais pobres, mais humildes. Isso foi a base do trabalho dela. Isso credencia e resume a ópera que foi essa fortaleza humana. Ela deixa exemplos que precisamos seguir, são exemplos do bem”, relatou.

Companheiro de trabalho de Lena no Sistema Correio de Comunicação, o jornalista e diretor-geral do Portal MaisPB, Heron Cid, destacou as lições deixadas por Lena para vencer no jornalismo.

“Lena ocupou um espaço no jornalismo numa época que a presença masculina predominava em todas as redações. Se hoje já é difícil desbravar esse território, décadas atrás era muito mais. E ela conseguiu fazer com muita maestria do seu trabalho, se consolidou como referência na imprensa da Paraíba, mas eu particularmente guardo lembranças muito pessoais. Confissões de bastidores em conversas que tínhamos sobre o que ela precisou superar, vencer, de limitações, as vezes de preconceitos, machismo, para ser o que ela conseguiu ser”, disse.

Também com passagem pelo Sistema Correio de Comunicação, a jornalista e diretora da Múltipla Comunicação Integrada, Marly Lúcio, lembrou que Lena foi a primeira mulher a comandar o jornalismo do CORREIO da Paraíba em uma época que o jornal impresso era o veículo de maior relevância no estado.

“Lena Guimarães deixa um legado de pioneirismo na imprensa paraibana. Ela foi a primeira mulher a comandar o jornalismo do Sistema Correio, a época o Jornal Correio era o veículo de maior relevância no estado, e Lena comandou essa guinada no Jornal Correio. Foi a primeira também a assumir a Secretaria de Comunicação. Então, sem duvidas, para nós mulheres, ela deixa um exemplo de ousadia, determinação e de profissionalismo que levaremos para o resto de nossas vidas”, destacou.

Lena foi repórter, redatora e chefe de reportagem do Jornal A União, além de editora dos cadernos de Cultura, Cidades, Economia e Política no CORREIO da Paraíba.

Ela também ocupou o cargo de diretora de jornalismo do Sistema Correio de Comunicação e de secretária de Comunicação do Estado, no governo José Maranhão (2009-2010). A jornalista foi ainda editora-geral do jornal O Momento e repórter regional da Folha de S. Paulo e do Jornal do Brasil.

 

 

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