28/06/2018 às 16h44min - Atualizada em 28/06/2018 às 16h44min

Paraibano tatua Messi no braço e promete novidades se a Argentina for campeã

Globo Esporte
Ele fez primeira tatuagem de Messi em 2013 (Foto: Arquivo Pessoal)
Mescias Cavalcanti tem uma escolinha de futebol, em Mari, no interior da Paraíba - a quase 60km de João Pessoa. Responsável por revelar o atacante Thiago Santos, do Flamengo, ele não esconde de ninguém de quem é fã de verdade: Messi. No braço, o professor tem uma tatuagem do camisa 10 argentino, que foi um dos comandantes na classificação para as oitavas de final da Copa do Mundo na Rússia. A vaga garantida no mata-mata faz o “hermano” sonhar com o título e prometer novas pinturas pelo corpo.

Caso a Argentina levante o troféu, Mescias vai fazer uma nova tatuagem de Messi, desta vez vestido com a camisa da seleção, e outra da bandeira do país.

- Se este título vier nesta Copa, eu irei fazer tudo isso. Vai ser o meu ídolo novamente e ao lado dele a bandeira da Argentina. Pode confirmar: a gente sendo campeão vou cumprir - disse.

A primeira tatuagem de Messi, no braço, foi feita em 2013. O paraibano começou a acompanhar mais de perto e se tornou fã do meia quando ele ascendeu no Barcelona e depois acabou eleito o melhor jogador do mundo em 2009.

- É um cara atencioso com as pessoas, principalmente com as crianças. Você pode ver: nos jogos dele o pessoal sempre fica pedindo autógrafos, camisa, e ele nunca deixou a desejar nesse aspecto. Isso fez ainda mais ele ser o meu ídolo. E dentro de campo não tem comparação. Foi o maior jogador que vi atuar na minha vida. Os dribles, habilidade fora do comum e sabe fazer gol como ninguém. Não via outra forma de homenagear o Messi. A tatuagem é para sempre. Não pensei duas vezes. Muita gente criticou. Poucas pessoas chegaram a fazer uma tatuagem de um ídolo, mas não medi esforço. Não pensei duas vezes. Não estou arrependido. Sou fã assumido mesmo.

A classificação dramática albiceleste para as oitavas de final da Copa da Rússia deixou Mescias confiante. Ele destacou a garra dos "compatriotas" na vitória em cima da Nigéria.

- Foi sofrida, mas é como costumo dizer: é a cara da Argentina. Os caras não desistem nunca. Jogam realmente com amor a camisa, com amor ao país. Você vê o exemplo de Mascherano, que no jogo estava com a cara toda arrebentada e não tirava o pé. Dava a vida. Isso faz com que a paixão aumente. A gente vê a seleção da Argentina do início ao fim jogando com determinação.

Desde a infância, Mescias já tinha uma admiração muito grande pela Argentina. Mas a paixão aumentou após se decepcionar com a seleção brasileira por não convocar Romário, em 1993, para as Eliminatórias da Copa nos Estados Unidos.

Em 1992, o baixinho havia criticado publicamente a comissão técnica liderada por Parreira e Zagallo ao dizer que não seria convocado para ser reserva. Mas recebeu uma nova chance e voltou no dia 19 de setembro do ano seguinte, marcando os gols na vitória por 2 a 0, contra o Uruguai, no Maracanã, que garantiram o passaporte para o Mundial de 1994, que acabou com o tetracampeonato canarinho.

- O Brasil vinha muito mal nas Eliminatórias e naquele momento Romário era um dos principais jogadores do país, mas o pessoal não convocava ele. Quando viram que realmente não iria se classificar, eles convocaram Romário, e o Baixinho classificou a seleção brasileira para a Copa do Mundo e se tornou o melhor jogador da competição. Além de conquistar o título mundial para o Brasil. Fiquei muito revoltado com a comissão, com os brasileiros que não convocavam Romário. Diante de tudo isso, desisti de torcer pelo meu país e passei a torcer de coração pela Argentina - finalizou.
Foto: Jorge Silva/Reuters

Foto: Jorge Silva/Reuters


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