14/09/2021 às 07h29min - Atualizada em 14/09/2021 às 07h29min

'Ele queria que eu fosse ativa', diz modelo trans que saiu com jogador

O Dia
Foto: Reprodução
Os últimos desdobramentos da situação do jogador de basquete Murilo Becker, acusado de agredir a ex-mulher, Patrícia Pontes, com quem tem cinco filhos, continuam dando o que falar. Nesta terça (14), às 9h, vai ao ar a entrevista que a modelo Vanessa Vaz, de 42 anos, concedeu ao canal do youtuber Bruno Di Simone.

Durante o bate-papo, ela falou que os dois se conheceram por meio de um anúncio em um site de namoro: "Ele entrou em contato comigo no dia 27 de novembro de 2015. Eu o atendi em casa e cobrei o valor da hora, R$ 300". Questionada se o conhecia e sabia do seu trabalho na seleção brasileira, disse que não, "mas o porteiro do meu prédio, sim, e veio me contar depois".

Em seguida, ressaltou que agiu naturalmente e imaginou que Murilo fosse casado. Até porque, como fez questão de frisar, "homens, quando procuram mulheres trans, querem algo a mais". "A gente não tem muita intimidade com o cliente. Nesse caso, por exemplo, foi uma relação profissional, e não um envolvimento. Foram dois atendimentos de uma hora cada, nos dias 27 e 28 de novembro", revelou.

Vanessa também foi taxativa ao dizer que não houve mais nada além daquele fim de semana: "Não me procurou mais. Eu não era uma trans ativa, era passiva, por já estar fazendo tratamento hormonal naquele período para fazer a cirurgia. Vi que não era aquilo que ele queria ou desejava. Por isso, acho que foi só um encontro casual de cliente e pronto".

Apesar de mencionar que Becker se sentiu "muito à vontade, foi gentil, educado, supercarinhoso e, em momento algum, agressivo", explicou que trouxe a história à tona por já ter vivido um relacionamento abusivo, sabendo dessas denúncias posteriormente. "A gente não pode deixar isso impune, tem que fazer barulho, se unir. A mulher é um bem precioso... deve ser respeitada, e os homens precisam saber disso, principalmente os machistas, que acham que podem atacá-las", frisou.

Por último, afirmou não trabalhar mais como acompanhante, viver entre Brasil e Itália, ter procurado Patrícia (após bloqueá-la no WhatsApp) por solidariedade e não temer qualquer represália do atleta: "Não tenho nenhum contato com ele, muito menos medo de ameaça. Penso na vítima. Não posso me calar, nem temer. Penso nos filhos. Estou falando a verdade, então, falaria na cara dele para nunca mais tocar a mão numa mulher".

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