07/05/2017 às 23h24min - Atualizada em 07/05/2017 às 23h24min

Senador paraibano afirma que após reforma trabalhista milhões de empregos serão gerados

Diário do Poder
O senador Cássio Cunha Lima (PSDB-PB) defendeu a Reforma Trabalhista e afirmou que o projeto vai tirar milhares da informalidade e que dará emprego a milhões. “Hoje, o Brasil tem 40% da sua economia na informalidade; isso por si só já revela que tem algo errado.”
Cunha Lima garante que nenhum direito será retirado do trabalhador, já que os mesmos estão previstos na Constituição. “O que estamos fazendo é a atualização de uma lei de 1943. A economia mudou, as relações de trabalho mudaram. O Brasil regulamentou tanto que gerou o desemprego.”

Para o senador, quem perde são aqueles que estão "chiando". Cássio Cunha Lima cita os sindicalistas, que vão perder o imposto sindical obrigatório. "[O imposto] não vai desaparecer. Apenas deixa de ser obrigatório para ser voluntário. O trabalhador que acha que o seu sindicato merece um dia do seu trabalho por ano vai continuar contribuindo”, rebate.

Terrorismo
O senador acusa a oposição de estar fazendo "terrorismo" em relação a proposta. “Criticam, por exemplo, que está sendo reduzido meia hora do horário de refeição do trabalhador. Isso não é verdade; continua sendo de uma hora. Porém, se o trabalhador desejar, ele consegue fazer sua refeição em 30 minutos e voltar imediatamente para o trabalho para ir para casa mais cedo.”

Cunha Lima diz ainda que a permissão do trabalho intermitente poderá gerar ainda mais postos de trabalho. “Hoje, existem milhares de restaurantes no Brasil que fecham as portas nas segundas ou no domingo, porque o trabalho intermitente não é permitido. Só com essa autorização, mais de dois milhões de empregos podem ser gerados nos bares e restaurantes do Brasil.”

Movimentos sindicais
Sobre a movimentação que os sindicatos estão fazendo contra a aprovação da Reforma Trabalhista, Cássio Cunha Lima garante que os senadores não iram se influenciar. “Os movimentos são muito bem vindos para debater e argumentar. Mas, é claro, que senador nenhum vai se sentir pressionado por um piquete, uma manifestação que não seja democrática.”

Aprovação no Senado
O senador elogia o trabalho que o deputado Rogério Marinho (PSDB-RN) realizou como relator na Câmara. "Poucas vezes eu vi um trabalho tão completo, com tanta discussão, com tanta profundidade. Por isso, o que a Câmara aprovou dificilmente será modificado pelo Senado.”

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