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As investigações da Operação Capitu, que é um desdobramento da Operação Lava Jato, apontam que um deputado federal da Paraíba teria recebido R$ 50 mil do grupo JBS em propina.
O valor era uma contrapartida em decorrência da tentativa de promover a federalização das inspeções sanitárias de frigoríficos por meio de uma emenda, cujo objeto tinha natureza totalmente diversa do escopo de uma medida provisória na qual foi inserida.
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Além Paraíba, a Polícia Federal cumpre mandado em Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo e Mato Grosso do Sul.
Ao todo, 63 mandados de busca e apreensão e 19 de prisão temporária foram expedidos no Tribunal Regional Federal da 1ª Região, cumpridos no Distrito Federal e em Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro, Paraíba e Mato Grosso. Entre as prisões já conhecidas estão as do vice-governador de Minas Gerais, Antonio Andrade (MDB), os executivos da JBS Joesley Batista e Demilton de Castro e o deputado João Magalhães (MDB-MG). A operação investiga suposto esquema de corrupção no Ministério da Agricultura durante o governo da presidente Dilma Rousseff (PT).
PRESOS O vice-governador de MG, Antonio Andrade (MDB), e os executivos da JBS Joesley Batista, Ricardo Saud e Demilton de Castro foram presos na operação que investiga suposto esquema de corrupção no Ministério da Agricultura durante o governo da presidente Dilma Rousseff (PT).
A ação é baseada na delação do doleiro Lúcio Funaro, apontado como operador do MDB.
A Operação se baseou em delação de Lúcio Bolonha Funaro – doleiro ligado ao MDB – sobre supostos pagamentos de propina a servidores públicos e agentes políticos que atuavam direta ou indiretamente no ministério em 2014 e 2015.
A organização criminosa atuava na Câmara dos Deputados e no Ministério da Agricultura e era formada por servidores, políticos do MDB, empresários e executivos da JBS.
“Esse grupo dependia de normatizações e licenciamentos do MAPA e teria passado a pagar propina a funcionários do alto escalão do Ministério em troca de atos de ofício, que proporcionariam ao grupo a eliminação da concorrência e de entraves à atividade econômica, possibilitando a constituição de um monopólio de mercado”, informou a PF.
Também foram presos nesta manhã o deputado estadual João Magalhães (MDB) e os executivos da JBS Joesley Batista e Demilton de Castro. O executivo da JBS Ricardo Saud também é alvo de um mandado de prisão, mas está fora do país. O deputado federal eleito Neri Geller (PP-MT), que foi ministro da Agricultura em março e abril de 2014 também está preso.
Joesley Batista havia sido preso em setembro de 2017 depois que a Procuradoria Geral da República (PGR) rescindiu o acordo de delação premiada por suposta omissão de informações nos depoimentos. O empresário foi solto em março por decisão do juiz Marcus Vinícius Reis Bastos, da 12 vara da Justiça Federal de Brasília.
Capitu A operação foi batizada com o nome da famosa personagem de Dom Casmurro, obra de Machado de Assis, porque a PF verificou que empresários e funcionário da JBS, que inicialmente atou um colaboração premiada com a política, teria praticado atos para obstruir a Justiça e prejudicar as investigações.
No livro de Machado de Assis, Capitu é uma personagem dissimulada e acusada de traição por Bentinho.
UM FEDERAL DA PB Um Deputado Federal da Paraíba à época dos fatos teria recebido 50 mil reais do grupo como contrapartida, em decorrência da tentativa de promover a federalização das inspeções sanitárias de frigoríficos por meio de uma emenda, cujo objeto tinha natureza totalmente diversa do escopo da medida provisória nº 653/2014 na qual foi inserida.
Teria havido também, por parte do grupo empresarial, o financiamento ilegal de campanha de um Deputado Federal para a Presidência da Câmara dos Deputados, em troca de atendimento dos interesses corporativos do grupo no MAPA; sendo de 30 milhões de reais o valor solicitado para tal financiamento.
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