09/02/2017 às 15h15min - Atualizada em 09/02/2017 às 15h15min

Deputado diz que Governo do Estado tem como marca fechar escolas

Assessoria
“Contra números e fatos concretos não há argumentos. A educação na Paraíba anda mal das pernas e o Governo do Estado não tem a humildade de reconhecer”. A crítica foi feita nesta quinta-feira (9) pelo deputado estadual Tovar Correia Lima, durante discurso sobre a educação proferido na tribuna da Assembleia Legislativa da Paraíba. O parlamentar mostrou que o Estado não atingiu o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) e que apesar de dizer que reformou e abriu salas de aula, o governador fechou mais de 200 escolas.
 
“Fiz críticas ao governador que tem como marca fechar escolas, mas ele não gostou e rebateu com mais mentiras. Não adianta tentar ganhar no grito ou rebater críticas fundamentadas com falta de verdade, pois contra números não há argumentos. A situação da rede pública estadual é de tirar o sono”, disse.
 
De acordo com Tovar, o Ideb mostra que no nono ano, por exemplo, a última vez que atingimos a meta foi em 2009. Nos números divulgados no ano passado tivemos nota 3.3, que ficou bem abaixo da meta estabelecida pelo MEC. Na terceira série, o Estado tinha meta de 3.5 e chegou a apenas 3.1. Não conseguimos atingir a meta estabelecida desde 2011.
 
A Paraíba ficou, inclusive, distante das principais cidades do Estado, como João Pessoa e Campina Grande. Os estudantes da Capital superaram a meta estabelecida para 2015, obtendo nota 4.6. Já os alunos da rede pública de Campina Grande saíram de 4,3 (em 2013) para 4,7, em 2015.
 
Tovar afirmou que na Paraíba a realidade é muito dura, bem diferente da pregada pelo governador Ricardo Coutinho. “Mais de 200 escolas foram fechadas e muitas das que funcionam não oferecem estrutura adequada. Além disso, não existe valorização do magistério e nem condições de trabalho para os professores”, afirmou.
 
“Digo sem medo de cometer injustiças: a revolução que o governador Ricardo Coutinho promoveu na educação foi fechar 200 escolas”, destacou.

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