09/06/2018 às 07h51min - Atualizada em 09/06/2018 às 07h51min

VÍDEO: Bondinho do Pão de Açúcar fecha por causa de tiroteio

Jornal Nacional
FOTO: MARCOS DE PAULA/ESTADÃO
A violência no Rio de Janeiro produziu, nesta sexta-feira (8), uma situação inédita e simbólica. O bondinho do Pão de Açúcar fechou por causa de um tiroteio.

O barulho dos tiros era tão forte, que os disparos pareciam estar muito perto dos prédios, no bairro da Urca. Era um confronto entre policiais e traficantes que fugiam do Morro da Babilônia, que fica no bairro vizinho do Leme.

A região sofre com a guerra de facções desde o início da semana. Apenas uma área de mata separa a favela, da região onde houve o tiroteio.

Um vídeo mostra um homem em fuga pela pedra. Ele acabou preso. Um policial do Batalhão de Choque foi ferido na perna por estilhaços de granada. Seis fuzis foram aprendidos.

Na fuga, os traficantes chegaram no morro que fica atrás da Praia Vermelha. Um local com uma grande concentração de prédios militares. Onde ficam o Instituto Militar de Engenharia, a Escola de Comando do Estado Maior do Exército, a Escola de Guerra Naval, um prédio onde moram centenas de militares, e o principal acesso a uma das maiores atrações turísticas do Rio: o bondinho do Pão de Açúcar. O funcionamento teve que ser interrompido por causa do tiroteio.

Foi a primeira vez que o Pão de Açúcar fechou por uma questão de segurança pública. Cem pessoas, entre turistas e um grupo de alunos de uma escola, ficaram retidas no alto do Morro da Urca.
 
“A gente subiu, estava tudo tranquilo, quando, mais ou menos às 14h30, ficou pesado, parecia guerra”, relata o guia turístico Júlio Teodoro.
 
“As crianças não chegavam. Depois vieram avisar quer estava tendo tiroteio, granada, bomba. Aí começaram a distribuir cobertores, lanches, esperando para poder descer”, conta a professora Sueli Mendonça.

O bairro da Urca também é rota dos aviões que pousam e decolam do Aeroporto Santos Dumont, que fechou por 15 minutos por causa do tiroteio.
 
“Eu pretendo voltar, pretendo seguir dando possibilidades para o Rio, porque é uma cidade muito linda, conheço muitas cidades no mundo, e para mim, o Rio é uma das cidades mais lindas do mundo, mas tem que controlar a segurança porque se não, vai ter menos turista”, diz o turista uruguaio Gonzalo Taveila.

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