04/04/2018 às 22h21min - Atualizada em 04/04/2018 às 22h21min

Vídeo mostra conversa na qual Leto Viana teria cobrado propina de empresário

Blog do Suetoni
Foto: Reprodução/Facebook
Um vídeo que integra o conjunto de provas que resultou na prisão do prefeito de Cabedelo, Leto Viana (PRP), surpreende pela escancarada cobrança de propinas na gestão municipal. Na conversa com um empresário, o vídeo apresenta indícios fortíssimos de que o gestor teria cobrado propinas para liberar obras. O gestor, junto com outros 10 agentes públicos, foi preso durante a operação Xeque-Mate nesta terça-feira (3). Todos tiveram a prisão preventiva confirmada durante a audiência de custódia. Tiveram a prisão confirmada também o presidente da Câmara, João José, e a vice-presidente, Jacqueline Monteiro (primeira-dama da cidade).
 
Durante o inquérito policial, foram constatadas práticas ilícitas, tais como cargos fantasmas, doação de terrenos, utilização de pessoas para ocultação patrimonial, controle do Legislativo municipal por parte do prefeito, através do empréstimo de dinheiro para campanhas políticas, condicionado à assinatura de “cartas renúncia”, entre outras acusações. A operação Xeque-Mate foi desencadeada pela Polícia Federal em parceria com o Ministério Público da Paraíba. As prisões foram autorizadas pelo desembargador João Benedito, relator do processo.

O prefeito Leto Viana é acusado de no período entre a candidatura de vereador (2008) e a declaração apresentada em 2016, ter obtido um acréscimo de 1475% em seu patrimônio, com aquisição de aproximadamente 13 imóveis. Houve o sequestro dos bens. Há fortes indícios de compra de mandato através da renúncia de seu antecessor, o ex-prefeito José Maria de Lucena Filho. Na operação, um total de R$ 500 mil teria sido levado, em espécie, pelo jornalista Fabiano Gomes e pelo secretário de Comunicação Olívio Oliveira, além de R$ 1,2 milhões e R$ 70 mil em cargos, cujo pagamento seria efetuado ao longo de 40 meses.

As investigações demonstraram, também, indícios de participação direta do prefeito na alocação de servidores ‘fantasmas’, no intuito de se apropriar ilicitamente dos salários, tanto no âmbito do Executivo, quanto no Legislativo; distribuição de propina entre vereadores e o prefeito por Emílio Augusto Alquete de Pauta, empresário responsável pela Vale de Aço, empresa contratada a fim de atender a interesses financeiros particulares, por meio de burla em procedimento licitatório; negociação de projetos e atos administrativos que envolvem a distribuição de vantagens financeiras indevidas a vereadores, através da avaliação e doação de terrenos pertencentes ao acervo imobiliário municipal.

Também é objeto de investigação a existência de ‘cartas renúncia’, por meio das quais o prefeito manteria o Legislativo municipal sob seu rígido controle, através do empréstimo de dinheiro para campanhas, condicionado à assinatura destas cartas, para serem usadas em caso de descontentamento com a atuação do parlamentar.

Destino dos presos na operação Xeque-Mate:

1. Wellington Viana França (prefeito) – Foi para o 5° Batalhão

2. Jacqueline Monteiro França (vereadora e primeira-dama) – 6ª Companhia da PM de Cabedelo

3. Lúcio José do Nascimento Araújo (vereador)  – Foi para o 5° Batalhão da PM

4. Tércio de Figueiredo Dornelas Filho (vereador) – 6ª Companhia da PM de Cabedelo

5. Rosildo Pereira de Araújo Júnior – Júnior Datele (vereador) Foi para o 5° Batalhão da PM

6. Antônio Bezerra do Vale Filho (vereador) Foi para o 5° Batalhão da PM

7. Marcos Antônio Silva dos Santos – foi para o Róger

8. Inaldo Figueiredo da Silva – 6ª Companhia da PM de Cabedelo

9. Leila Maria Viana do Amaral  – Foi para o 5° Batalhão da PM

10. Gleuryston Vasconcelos Bezerra Filho – Foi para o Róger

11. Adeilson Bezerra Duarte  – 6ª Companhia da PM de Cabedelo

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