27/12/2017 às 09h23min - Atualizada em 27/12/2017 às 09h23min

Agentes, escrivães e motoristas da Polícia Civil da PB paralisam atividades por 24 horas

Assessoria
Foto: Hebert Araújo/TV Cabo Branco
O paraibano que precisar de alguma delegacia ou algum serviço relacionado à segurança publica terá sérias dificuldades nesta quarta-feira (27). É que policiais civis da Paraíba (agentes, escrivães e motoristas) paralisam suas atividades em protesto contra os supostos baixos salários e possíveis regalias a grupos específicos de profissionais.

O vice-presidente da ASPOL, Valdeci Feliciano, informou que as ações visam protestar contra a aprovação do PL 1664 e os privilégios de um grupo de delegados que têm criado segregação e prejuízos às outras categorias da Polícia Civil.

 
“A construção e aprovação do projeto de Lei (PL) 1664/2017 foi mais uma demonstração dessa parcialidade, que favoreceu delegados de polícia com o remanejamento de vagas para promoção, que dobrou o número de vagas da classe especial deles, além de que o mesmo PL obriga policiais a tirar plantão, sem estipular a respectiva folga”, disse Valdeci Feliciano.

ASPOL denuncia ainda que alguns dos delegados que estão na gestão e são dirigentes de entidade classista estão colocando policiais em desvio de função, e a recusa dos investigadores tem sido respondida com assédio moral e transferências injustificadas.

Durante a paralisação de 24 horas, não serão realizadas diligências como mandados de busca e apreensão, mandados de prisão, operações policiais, nem serviços de cartório. Será mantido 30% do efetivo para atendimento apenas de situações emergenciais de flagrante delito.

 
Segundo a presidente da ASPOL/PB, Suana Melo, mesmo com efetivo reduzido a 1/3, os investigadores têm agilizado os trabalhos policiais e por 5 anos consecutivos estão reduzindo os índices de Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLI). “A resposta dos gestores delegados a todo esse esforço dos investigadores criminais é construir portarias e projeto de lei que ignoram o trabalho em equipe, criando privilégios para um grupo de delegados e prejuízos para mais de 87% da Polícia Civil”, esclareceu a presidente.

Com informações da ASPOL


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