A defesa do cantor João Lima divulgou, neste domingo (25), uma nota informando ter sido surpreendida com a decretação da prisão preventiva do artista. Segundo os advogados, a decisão foi tomada apesar do cumprimento integral das medidas protetivas anteriormente impostas pela Justiça.
De acordo com a defesa, João Lima “jamais descumpriu determinações judiciais” e sempre demonstrou disposição para colaborar com as autoridades. Os advogados afirmaram ainda que já houve um acordo formal com a autoridade policial para que o cantor se apresente voluntariamente nas próximas horas, em sinal de respeito à polícia e ao Poder Judiciário.
A defesa declarou confiar no esclarecimento dos fatos ao longo do processo e reiterou o compromisso com a verdade e com o pleno exercício do direito constitucional de defesa.
O mandado de prisão preventiva foi expedido neste domingo (25) pelo Plantão Judiciário do Tribunal de Justiça da Paraíba. A decisão, assinada pelo juiz Bruno César Azevedo Isidro, atende a uma representação do Ministério Público da Paraíba.
João Lima é investigado por suspeita de violência doméstica contra a esposa, a médica e influenciadora digital Raphaella Brilhante. A denúncia foi formalizada no sábado (24), quando a vítima compareceu à Central de Polícia Civil, em João Pessoa.
Após o registro da ocorrência, Raphaella se pronunciou publicamente sobre o caso. Em depoimento às autoridades e também por meio de publicações nas redes sociais, ela relatou ter sido vítima de agressões físicas e psicológicas desde o início do casamento, celebrado em novembro de 2025. “Eu vivi violência. Meu silêncio não foi covardia”, afirmou, dizendo ainda estar com o “coração dilacerado” e emocionalmente esgotada antes da denúncia vir a público.
Os relatos apresentados motivaram a abertura do inquérito policial e a adoção de medidas judiciais de caráter urgente. No despacho, o magistrado destacou que a prisão preventiva se faz necessária para garantir a ordem pública e evitar a reiteração dos supostos crimes, levando em conta a gravidade das acusações e a necessidade de proteção da vítima durante o andamento do processo.
O caso segue sob investigação da Polícia Civil, com acompanhamento do Ministério Público e do Poder Judiciário.