Mulher é encontrada morta em praia com sinais de agressão e trio no rosto, na Grande João Pessoa; vídeo

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Após mulher encontrada morta com tiro na praia de Intermares ser identificada, delegado afirma que hipótese de homicídio é a mais fraca

A mulher encontrada morta com um disparo de arma de fogo na manhã desta terça-feira (13), na praia de Intermares, em Cabedelo, foi identificada como Elen Gomes de Freitas Dalcastanhy, de 38 anos. Fisioterapeuta, natural de Brasília, ela morava em João Pessoa desde junho de 2025.

De acordo com o delegado Ivaney Ferreira, em entrevista à TV Cabo Branco, a principal linha de investigação da Polícia Civil aponta para suicídio, e não para homicídio. Segundo ele, entre todas as hipóteses analisadas no inquérito policial, a de homicídio é considerada a mais fraca.

“Há fortes indícios de suicídio e o caso vai ser encaminhado para a Delegacia Distrital, que dará prosseguimento às investigações”, afirmou o delegado.

Informações iniciais colhidas em depoimentos indicam que Elen teria pegado uma arma pertencente a uma pessoa que estava visitando sua residência, saído de carro durante a madrugada e cometido o ato sozinha. Imagens de câmeras de segurança, às quais a polícia teve acesso, mostram a mulher saindo sozinha durante a madrugada.

Um ponto que chama atenção no caso é o fato de que a arma de fogo não foi localizada. A Polícia Civil informou que não há, até o momento, informações sobre o proprietário da arma, nem detalhes sobre como Elen teve acesso ao objeto.

Questionamentos e protocolo de feminicídio

Apesar do posicionamento inicial da Polícia Civil, o caso tem gerado questionamentos e inquietação, especialmente entre movimentos e páginas voltadas à defesa dos direitos das mulheres. A forma como a narrativa foi apresentada levanta dúvidas: uma visita chega armada à casa da vítima, a mulher sai sozinha de carro, comete suicídio em via pública, e a arma simplesmente desaparece.

Na Paraíba, desde 2021, existe um Protocolo de Investigação de Feminicídio, que determina que toda morte violenta de mulher deve, inicialmente, ser tratada como feminicídio, até que as investigações descartem essa possibilidade. No entanto, no caso de Elen, ocorreu o caminho inverso: a hipótese de suicídio foi apresentada como predominante desde o início.

Especialistas ressaltam que o protocolo foi criado justamente para evitar conclusões precipitadas e garantir uma apuração rigorosa, especialmente em contextos que envolvem possíveis relações afetivas, violência de gênero ou inconsistências nos relatos iniciais.

Caso segue sob investigação

A Polícia Civil afirma que o inquérito segue em andamento e que novas diligências poderão esclarecer pontos ainda considerados obscuros. Enquanto isso, o caso continua repercutindo nas redes sociais, com cobranças por mais transparência e aprofundamento das investigações.

“Precisamos ficar atentas. Elen precisa de justiça”, diz o texto divulgado por páginas femininas que acompanham o caso.

Se você ou alguém próximo estiver passando por sofrimento emocional, procure ajuda. No Brasil, o CVV – Centro de Valorização da Vida atende gratuitamente pelo número 188, 24 horas por dia.


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