Prefeito André Coutinho se aproxima da cassação enquanto Cabedelo vive clima de espionagem e paranoia política

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Cabedelo vive um ambiente político sufocante, marcado por desconfiança, espionagem interna e medo generalizado. Servidores relatam ao site que a rotina na administração municipal se transformou em um cenário digno de filmes de investigação: conversas em voz baixa, receio de falar ao telefone e a sensação constante de que tudo está sendo observado. Esse clima se intensificou à medida que o prefeito André Coutinho se aproxima de uma possível cassação no TRE-PB.

Rumores de monitoramento de setores da prefeitura e de acesso clandestino a informações internas se multiplicaram após o depoimento de um servidor que afirmou ter tido suas conversas violadas por aliados do próprio prefeito. O episódio se soma à gravação ilegal do presidente da Câmara — adversário direto de Coutinho — feita por pessoas supostamente ligadas ao Executivo municipal.

A crise ganhou novos contornos com a exoneração de uma servidora que teria sua privacidade invadida. Documentos aos quais o blog teve acesso apontam que aliados do prefeito obtiveram diálogos pessoais dela com a ex-primeira-dama, gerando pânico dentro do grupo político de Coutinho. O caso se tornou símbolo de um modus operandi agressivo, baseado em controle, intimidação e manipulação interna, que alimenta o terror nos corredores das secretarias. Servidores, temerosos, evitam celulares, silenciam grupos de WhatsApp e tratam qualquer palavra como risco potencial.

O comportamento atribuído ao prefeito vem sendo interpretado por especialistas como compatível com traços de narcisismo patológico — como paranoia, necessidade extrema de controle e reações hostis a qualquer ameaça percebida. Essa leitura reforça a compreensão da escalada de tensão que hoje domina a administração, marcada por insegurança, vigilância e desconfiança mútua.

Com o julgamento no TRE-PB se aproximando, Cabedelo assiste à corrosão institucional de uma gestão mergulhada em guerra psicológica, assédio moral e conflitos internos permanentes — um cenário cada vez mais insustentável.


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