MPF denuncia esquema de superfaturamento em obras públicas de Patos na 4ª fase da Operação Outside

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O Ministério Público Federal (MPF) apresentou, nesta quarta-feira, a quarta denúncia contra um esquema de desvio de recursos em obras públicas na cidade de Patos, no Sertão da Paraíba, no bojo da chamada “Operação Outside”.

A nova ação aponta um sofisticado esquema que envolvia uma construtora contratada pela Prefeitura, engenheiros e servidores municipais, acusados de superfaturamento e crimes fiscais. O prejuízo estimado aos cofres públicos ultrapassa a marca de R$ 1 milhão.

De acordo com o MPF, os denunciados utilizavam notas fiscais superfaturadas e fraudes em contratos para inflar os custos das obras, favorecendo interesses pessoais em detrimento do erário. Entre os alvos da denúncia estão os sócios da empresa contratada, engenheiros responsáveis pelas obras e o secretário municipal envolvido no processo .

Para o MPF, além do desvio de recursos (art. 1º, §1 o, da Lei n° 8.666/1993), também há indícios de crimes tributários, com infrações ligadas à emissão de documentação fiscal fraudada para dissimular o superfaturamento .

Com a denúncia aceita pela Justiça Federal, o grupo agora poderá responder criminalmente pelos delitos, incluindo formação de quadrilha, desvio de recursos públicos e sonegação fiscal. As investigações continuam em andamento, com a expectativa de novas fases e punições.


Contexto da Operação:
A Operação Outside, deflagrada em 2024, tem sido um dos principais desdobramentos das investigações sobre fraudes em obras públicas em Patos. Esta é a quarta denúncia apresentada, evidenciando que os problemas de corrupção não foram isolados, mas parte de um esquema recorrente.


Importância para a cidade e controle público:
O caso reforça a necessidade de reforço na fiscalização de contratos públicos e licitações em municípios de pequeno porte, onde o controle interno costuma ser mais falho. Advogados e especialistas em transparência pública apontam que situações como essa representam sérios riscos ao patrimônio coletivo e à confiança dos cidadãos na gestão pública.


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