01/11/2017 às 16h30min - Atualizada em 01/11/2017 às 16h30min

UEPB: Professora rebate universitária e diz que policial estava em serviço e armada

ParlamentoPB
A professora de Direito Alana Lima, da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), campus de Guarabira, negou que tenha impedido uma aluna de ter entrado em sala de aula para fazer prova por estar fardada. Em um áudio gravado para seus colegas, a professora deu sua versão para o caso ocorrido ontem (31).
 
Ela disse que ontem à noite esteve em uma delegacia em Guarabira aonde fez um Boletim de Ocorrência e que a estudante não se comportou como aluna, e sim como policial e que estava em serviço e armada.
 
"Ela estava de serviço, estava dentro do campus com o fardamento completo, estava como policial, como militar da PM, com pistola a vista, com o aparelho de radiotransmissão visivelmente ligado, ela estava como policial e me informou que estava de serviço. Esse foi o problema, que não poderia ficar sem suas armas por que estava de serviço e eu, em momento nenhum pedi para que ela se desarmasse. Apenas pedi para que ela, já que estava de serviço, deixasse a prova para a reposição, que é um direito dela.
 
Segundo a professora, a policial, entretanto, disse que não tinha como estar na próxima terça na instituição pois tinha um compromisso e teria acusado a professora de a estar prejudicando.
 
"Ela saiu e me deixou falando só. Não houve constrangimento, eu não pedi a aluna para sair da sala, não impedi a aluna de adentrar a sala de aula. quando cheguei ela já estava, não mandei ela sair, não mandei ela ficar desarmada,não mandei ela tirar a farda, não fiz nada disso, apenas conversei com ela", continuou. A conversa toda, segundo a professora, ocorreu na cadeira onde a policial estava.
 
Ainda segundo a professora, a estudante, após deixar a sala, esteve na coordenação da UEPB. "De ela esteve na direção, na coordenação e, por meio de seus contatos com os colegas de polícia, a polícia estava no Centro. A polícia entrou no campus e parou tudo", contou. 
 
A professora disse, inclusive, que teve medo de ser presa. "Eu estava ilhada, permaneci quase uma hora dentro da sala com medo de sair por que o que tinha era que eu ia ser presa. Ela chegou a ir na sala de aula, bateu à porta e quando eu abri ela disse: venha aqui fora pra gente conversar e eu disse que não iria sair, que ela adentrasse a sala. E nisso ela já não estava só, estava com outros policiais. E eu acredito que se tivesse saído naquela hora eu teria saído dali presa".
 
Segundo ela, os alunos chegaram também a orientar para ela não sair da sala, caso contrário ela seria presa. "E foi quando eu acionei a OAB e pedi um representante, que só saia daquela sala com um representante da OAB comigo. E consegui, rapidamente chegou um advogado", disse emocionada a professora.

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