06/07/2022 às 05h48min - Atualizada em 06/07/2022 às 05h48min

CASTIGO: Menina é deixada ajoelhada no cimento com mãos para trás e pais são suspeitos de maus-tratos

G1
Os pais de uma menina de quatro anos foram levados para a delegacia depois que a criança foi deixada de castigo ajoelhada no cimento, com as mãos para trás do corpo e com o rosto virado para a parede, neste domingo (3), em Cariacica, na Grande Vitória.

Um vídeo compartilhado nas redes sociais mostra a situação a qual a criança foi submetida.

Os vizinhos chamaram o Conselho Tutelar e a Polícia Militar.

A Polícia Civil informou que a mãe, de 22 anos, e o pai, de 39, assinaram um termo circunstanciado por maus-tratos e foram liberados após assumirem o compromisso de comparecer em juízo. Ainda de acordo com a polícia, não foi identificada agressão física.

A menina contou aos conselheiros e policiais que o castigo foi passado pelo pai dela. O motivo seria um empurrão dado pela garota em um dos irmãos.

"Uma criança estava brincando com o irmão, um empurrou o outro, caiu e se machucou... isso não é motivo para pai nenhum pegar uma criança e colocar em um castigo desse", disse o conselheiro tutelar Marcos Paulo Fonseca.

De acordo com o Conselho Tutelar, a menina disse que o mesmo castigo já havia acontecido outras vezes.

"Ao conversar com a criança, ela contou que não era a primeira vez que ela ficou de castigo, desse jeito. Dos outros irmãos, a mais velha relatou que também já ficou de castigo. Quando a criança falou para mim que ela já vinha sendo agredida outras vezes e colocada de castigo outras vezes, tem a violência psicológica que pode acarretar prejuízo por toda vida", disse o conselheiro.

Menina ficou ajoelhada de frente para parede — Foto: Reprodução/TV Gazeta

Menina ficou ajoelhada de frente para parede — Foto: Reprodução/TV Gazeta


Segundo o conselheiro, a menina não apresentava marcas no corpo. Ainda assim, a criança foi encaminhada pra exame de corpo de delito.

"Se ela tivesse sem calça de moletom, com certeza teria ficado escoriações, hematomas", afirmou o conselheiro.
A menina e os dois irmãos foram entregues a um dos avôs.

A polícia disse ainda que a família agora vai ser acompanhada pela rede de proteção do município, com atendimento psicossocial para identificação de violência psicológica ou traumas nas crianças. O avô, que está com as crianças, foi notificado a comparecer no conselho para dar andamento ao atendimento dentro dos trâmites legais que devem definir o destino dos menores.
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