11/05/2022 às 15h51min - Atualizada em 11/05/2022 às 15h51min

Considerada segunda mãe pelo jogador, Adriano Imperador deleta fotos com delegada presa com quase R$ 2 mi

MH
Adriano Imperador e Adriana Belém são amigos de longa data - Reprodução Instagram
Adriano Imperador apagou todas as fotos que tinha em suas redes sociais ao lado da delegada licenciada Adriana Belém, presa nesta terça-feira na Operação Calígula, contra rede de bingos. Conforme mostravam as postagens, eles eram amigos de longa data. O ex-jogador do Flamengo e da seleção brasileira, inclusive, já havia demonstrado carinho pela policial publicamente. "Segunda mamãe que eu amo e, se tiver com raiva, morde as costas", escreveu ele na legenda de uma foto com Adriana no Instagram.

A delegada licenciada também costuma postar fotos de Adriano para seus mais de 168 mil seguidores no Instagram. No aniversário de 40 anos do ex-jogador, em fevereiro, Adriana fez uma homenagem.

"Em tempo real: Que Deus te abençoe meu filho do coração, Adriano Imperador. Que Deus te dê muita saúde, paz. felicidades, conquistas!!!! Te amamos muito!!!!! E mais comemorações. Eternamente família", escreveu.
Em outra ocasião, o Adriana repostou uma foto em que aparece entre o ex-jogador de futebol e seu filho, Gabriel Belém. "Que Deus ilumine a amizade e quem ficar com raiva morde as costas uiui kkkkkk", postou.

Em 2020, Belém foi candidata a vereadora do município do Rio, pelo Partido Social Cristão (PSC). Ela recebeu mais de 3,5 mil votos, mas não se elegeu. A campanha da delegada licenciada contou com apoio de personalidades como os ex-jogadores de futebol, Adriano Imperador, Amoroso, Deco, Djalminha, Edmundo, além dos artistas David Brasil, Dudu Nobre, MC G15, Xande de Pilares e o ex-BBB e surfista Pedro Scooby. Nas redes sociais, a delegada compartilhava fotos em festas, passeios de barco e em camarotes na Sapucaí.

Pedro Scooby chegou a citar os nomes de Adriana e do seu filho, Gabriel Belém, em uma conversa com o ator Douglas Silva no "Big Brother Brasil 22". 

Prisão

Adriana Belém foi presa após agentes encontrarem R$ 1.765.300 em espécie sacolas de grife em seu apartamento, em um condomínio de alto padrão na Barra da Tijuca, na Operação Calígula. Nesta quarta-feira, a delegada licenciada foi transferida para o Instituto Penal Oscar Stevenson, presídio em Benfica, na Zona Norte do Rio, onde vai passar por audiência de custódia.

Ainda nesta quarta, a Prefeitura do Rio exonerou a delegada do cargo de assessora da Secretaria Municipal de Esportes do Rio de Janeiro. A decisão foi publicada na edição do Diário Oficial da cidade desta quarta-feira.

Adriana foi nomeada mês passado para um cargo na Secretaria Municipal de Esporte do Rio. De acordo com o portal da transparência, o salário dela é de R$ 8.345,14.

Para os promotores de Justiça, o valor encontrado na residência de Belém é um forte indício de lavagem de dinheiro. Na decisão, o juiz Bruno Monteiro Ruliere também diz que o valor encontrado na casa da delegada significa que ela tem forte ligação com a organização criminosa investigada na operação. Ele escreveu ainda que sua liberdade pode culminar em possíveis ocultações de provas ou "embaraços aos atos de instrução criminal". O TJRJ informou que o processo tramita em segredo de justiça. Inicialmente, Adriana foi denunciada por corrupção em razão da liberação das máquinas de caça-níqueis.

A delegada licenciada entregou a titularidade da 16ª DP em janeiro de 2020, durante a operação Intocáveis II, do Ministério Público do Rio. Na ocasião, seu braço-direito Jorge Luiz Camillo e o inspetor Alex Fabiano Costa de Abreu foram presos por atuarem contra investigações que envolviam a milícia do Rio das Pedras e Muzema, também na Zona Oeste do Rio.

A ligação do chefe de investigação da 16ª DP com o grupo paramilitar era tão grande que ele era conhecido como o "Amigo da 16" pelos criminosos. O policial foi flagrado em várias conversas com o PM reformado Ronnie Lessa.

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