Prefeitura de JP apresenta diagnóstico comunitário da cidade e abre oficinas de propostas para revisão do Plano Diretor
A Prefeitura de João Pessoa avança, no decorrer desta semana, com mais debates em torno da revisão do Plano Diretor do município. Nesta terça-feira (23), acontece a segunda audiência pública. Já de quarta (24) a sexta-feira (26), realizam-se oficinas de propostas com a participação de representantes de instituições, associações, e entidades da sociedade civil. Durante a audiência, às 19h, no Centro de Formação dos Professores, em Mangabeira, será apresentado à população o Diagnóstico Técnico e Comunitário da cidade, fruto da segunda fase da revisão. Já as oficinas abrem a terceira fase do processo de discussão. Elas acontecerão também no mesmo local, de 24 a 26, sempre no horário das 18h30. O secretário de Planejamento de João Pessoa, José William, ressalta a importância da participação de todos os segmentos da sociedade nas discussões: “o Plano Diretor é uma construção coletiva, daí a importância da participação do cidadão, dos setores público e privado, das universidades, dos técnicos, das entidades profissionais e empresariais, das associações comunitárias”, observou. A Prefeitura de João Pessoa colocou na rua, em junho, sob a coordenação da Secretaria Municipal de Planejamento (Seplan), o debate em torno da revisão do Plano Diretor do município. E desde então, as discussões vem acontecendo em dezenas de reuniões comunitárias e encontros técnicos setoriais, eventos que serviram à elaboração do diagnóstico de problemas locais e oportunidades nas 14 regiões comunitárias distribuídas no município. Os debates envolveram, nas duas fases anteriores, instituições e entidades interessadas em contribuir com o processo de revisão, de forma democrática e participativa. Participaram representantes de conselhos profissionais; de universidades públicas e privadas; de centros de atividades inclusivas; e de associações de pessoas com deficiência. Além do Ministério Público, em âmbito estadual e federal, e órgãos federais e estaduais de controle e proteção do patrimônio histórico e ambiental. O Estatuto e o Plano – O Estatuto da Cidade (Lei 10.257, de 10/07/2001) fixou as diretrizes gerais de política urbana do país, focando a organização espacial das cidades e a melhoria da qualidade de vida dos seus cidadãos. E, ao mesmo tempo, estabeleceu que a especificidade das normas ficasse a cargo de cada município, uma maneira de atender as necessidades e interesses locais. Daí que vem a principal função de um Plano Diretor: servir de guia para a criação de políticas públicas relativas ao desenvolvimento econômico sustentável e ao crescimento urbano ordenado.
Em 2019, exatos 2.886 municípios do país dispunham de Plano Diretor, segundo os dados da Pesquisa de Informações Básicas Municipais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (Munic/IBGE). Pela lei, municípios acima de 20 mil habitantes precisam ter Plano Diretor.
Em 2019, exatos 2.886 municípios do país dispunham de Plano Diretor, segundo os dados da Pesquisa de Informações Básicas Municipais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (Munic/IBGE). Pela lei, municípios acima de 20 mil habitantes precisam ter Plano Diretor.