12/05/2021 às 20h11min - Atualizada em 12/05/2021 às 20h11min

Corpo de Gael, menino de 3 anos morto em SP, chega à PB para sepultamento

O corpo de Gael de Freitas Nunes, morto aos três anos em São Paulo, chegou à Paraíba no fim da tarde desta quarta-feira (12). De João Pessoa, capital paraibana, ele será levado para o município de Prata, no Cariri do estado, onde acontecerão o velório e o enterro dele.

A previsão informada pela família é de que o corpo do menino chegue em Prata, cidade onde as famílias dos pais de Gael moram, entre 22h e 23h. A criança será levada para a casa da avó paterna, onde terá início a despedida da família. Depois, seguirá para a quadra Escola Cidadã Integral Francisco de Assis Gonzaga.

Inicialmente, apenas familiares e amigos mais próximos poderão participar do velório, por causa da pandemia. A família da criança ainda estuda uma forma para que as demais pessoas da cidade possam se despedir de Gael, mas de uma maneira segura.

O enterro está marcado para acontecer às 9h da quinta-feira (13), no cemitério Jardim Saudade.

Felipe Nunes, pai de Gael, e mais dois primos dele também desembarcaram em João Pessoa. Eles saíram do Aeroporto de Cumbica, em São Paulo, às 13h50.

O garoto morreu na segunda-feira (10) após ter sido encontrado com ferimentos no apartamento onde morava com a mãe, a tia-avó e a irmã adolescente, na Bela Vista, região central de São Paulo.

A mãe da criança está presa e foi indiciada pela polícia por suspeita de matar o filho e teve a prisão preventiva decretada pela Justiça de São Paulo. Ela nega o crime.

Andréia Freitas de Oliveira, mãe de Gael, foi presa na madrugada da terça-feira (11), menos de 24 horas após a morte do menino. De acordo com a polícia, a mulher, de 37 anos, é suspeita de ter cometido as agressões que levaram à morte da criança. O garoto chegou a ser levado para o hospital, mas não resistiu aos ferimentos.

Ela foi indiciada por homicídio qualificado por meio cruel. O motivo do crime ainda é investigado.

Ainda na terça (11), Andréia teve a prisão preventiva decretada pela Justiça de São Paulo. No mesmo dia, ela transferida para a penitenciária feminina I de Tremembé. A mulher deu entrada na P1 feminina por volta das 21h, após ser transferida do Centro de Detenção Provisória Feminino de Franco da Rocha.

Andréia ficará isolada em uma cela por 15 dias, atendendo aos protocolos sanitários contra a Covid-19.

O advogado Fábio Gomes da Costa, responsável pela defesa de Andréia Freitas de Oliveira, disse que ela não se lembra do que aconteceu na noite do crime e que, ao ficar sabendo da morte do filho, chorou por 40 minutos.

Ele disse ainda que Andréia não assume a autoria do crime. “Ela está muito abalada e não se lembra de nada”, declarou Costa.

O advogado informou que vai pedir a prisão domiciliar ou a transferência para um hospital psiquiátrico, além de um exame de insanidade mental.

Do G1.


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