25/05/2017 às 15h52min - Atualizada em 25/05/2017 às 15h52min

Enquanto Brasília ferve, Renan está fazendo o de sempre: abandonando os derrotados

Com Veja
Evaristo Sá/AFP/AFP
Renan Calheiros tem um cacoete comum a políticos importantes, sobretudo os do PMDB. Ele passa anos navegando e usufruindo de uma embarcação, até surgirem os primeiros sinais do risco de naufrágio. Nesse momento, ele fuzila o casco e pula.

A diferença de Renan para os demais é que ele costuma escolher com precisão a melhor brecha para abandonar o barco. Fez isso com Fernando Collor, governo do qual foi líder e que, depois, ajudou a explodir.

Caminhou com Dilma Rousseff até os 45 do segundo tempo. Nesse caso, não precisava de tanto cálculo, pois Renan sabia que o poder estaria à sua espera a qualquer tempo. Era seu correligionários que assumiria o Palácio do Planalto.

Mas, ainda assim, o roteiro se repetiu. Poucos antes do impeachment, Renan largou a petista e voltou a fazer afagos em Michel Temer, com quem jamais manteve uma relação de confiança.

E agora, como age Renan? Como sempre.

Ao ver a derrocada iminente de Temer, ele sacou a metralhadora e, a cada dia, intensifica mais as rajadas.

Ontem, Renan chegou a bater boca com seu principal aliado nos últimos anos, Romero Jucá, que optou por se manter jogando com o governo.

Só não se sabe ainda o nome do próximo eleito para ser traído por Renan.

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