17/05/2017 às 03h37min - Atualizada em 17/05/2017 às 03h37min

Na TV, Josival compara gestões de Cartaxo e Ricardo na capital e aponta qual é a melhor

Blog Heron Cid
Sem alterar um segundo a voz em quarenta minutos, o secretário Josival Pereira, da Comunicação de João Pessoa, deixou um barulho grande no ar do debate político paraibano, em entrevista ao Frente a Frente, da TV Arapuan.

Pereira fez o que o próprio prefeito Luciano Cartaxo, pouco afeito ao confronto, evita. Um comparativo. E escolheu logo a gestão do então prefeito Ricardo Coutinho como parâmetro para imprimir uma conclusão.

Cartaxo superou o governo de Ricardo na Capital. E deu números e dados para fundamentar sua ousada tese. A começar pela habitação, onde, segundo Josival, Ricardo deixou a Prefeitura com cinco mil casas entregues. Luciano ainda no início do segundo mandato ano passou das sete mil unidades.

Nessa pisada, cita outras áreas como o crédito ao empreendedorismo, com o Banco Cidadão, a construção de duas UPAS e a ampliação de quatro mil para 12 mil vagas na educação infantil, com a política de creches. Cita também no seu rosário a decisão política de fazer o Parque da Lagoa, “uma obra que todo prefeito gostaria de ter feito”, no dizer do secretário.

Mas é no estilo político que Josival Pereira concentra a densidade da sua comparação. Ele vê em Luciano um perfil de quem consegue ouvir as pessoas, dialogar, sem prescindir da coragem para tomar decisões difíceis e nem recorrer ao confronto permanente como plataforma.

Em contraponto, classifica o estilo beligerante de Ricardo Coutinho como um modelo ultrapassado de quem só consegue se estabelecer desmerecendo os antecessores, movido pela incapacidade (ou estratégia) de nunca reconhecer um mérito que não seja do próprio umbigo.

Para fundamentar sua visão, enalteceu, sem constrangimento, a importância do programa de estradas tocado pelo socialista, mas fez uma ressalva: as grandes obras do atual governo repetem ações de governadores como Wilson Braga, Zé Maranhão e Cássio Cunha Lima, em rodovias, hospitais e adutoras.

Levantou a introdução para chegar a uma conclusão: Ricardo Coutinho sairá do Governo devendo a Paraíba um grande projeto estruturante, com potencial de inserir o Estado na rota do desenvolvimento regional. Tarefa que ficará para o sucessor. Ou os sucessores.

Em poucas palavras, Josival deu um manual a ser explorado pelos aliados de Luciano, empenhados na defesa da gestão municipal, e pelos adversários do governador, eventualmente interessados numa crítica que troca o ataque pela reflexão. A que, invariavelmente, incomoda mais.

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