16/05/2017 às 20h18min - Atualizada em 16/05/2017 às 20h18min

Empresário paraibano é indiciado pela PF por compra de MPs

A Polícia Federal indiciou nesta segunda-feira (15) 13 pessoas, entre elas o empresário paraibano Carlos Alberto de Oliveira Andrade (foto), da empresa Caoa, os ex-ministros Gilberto Carvalho e Erenice Guerra, Paulo Ferraz, ex-presidente da Mitsubishi – além do ex-presidente Lula.

Segundo informação do G1, a investigação é sobre a edição da MP 471, a chamada MP do Refis, que estendeu a vigência de incentivo fiscal às montadoras e fabricantes de veículos instalados nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. O incentivo seria extinto em 31 de março de 2010, mas foi prorrogado até 31 de dezembro de 2015, sob a suspeita de pagamento de propina para a prorrogação da MP.

A PF analisou novas provas colhidas com lobistas investigados na Zelotes. São anotações de reuniões, trocas de e-mails e encontros de Lula com o lobista Mauro Marcondes – a quem Lula conhece desde os tempos de sindicalismo, segundo o relatório.

Segundo o relatório de indiciamento, as tratativas envolvendo suspeitas de corrupção nesse caso começaram em junho de 2009, quando Lula era presidente. E que novas anotações analisadas na investigação mostram indícios de que a edição da MP 471 envolveu pagamento de R$ 6 milhões que seriam destinados ao PT.

“Cabe destacar o destino dos R$ 6.000.000,00 (seis milhões de reais), que segundo o documento seria “SEIS MI (PARA A CAMPANHA)”, ou seja, o valor seria para abastecer campanha de Partido Político, provavelmente por meio de “caixa 2”, a exemplo do que foi muito observado e comprovado ao longo das investigações da “Operação Lava Jato”, diz o texto do relatório.

Lula foi indiciado pelo crime de corrupção passiva. Os advogados do ex-presidente emitiram nota na noite desta segunda na qual afirmam que repudiam "toda e qualquer ilação sobre seu envolvimento em atos ilícitos a respeito da edição da MP 471, alvo da Operação Zelotes".

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