14/01/2021 às 07h19min - Atualizada em 14/01/2021 às 07h19min

Mulher sai para beber com paquera, desaparece e vizinho encontra corpo dentro de cama box na casa do suspeito

O Dia
Uma mulher, identificada como Cláudia Cristina dos Santos Sacramento, de 47 anos, foi encontrada morta, na tarde da última terça-feira, na casa de um homem, identificado como Júlio César de Souza, no bairro de Pechincha, na Zona Oeste do Rio. A vítima foi encontrada por um vizinho do suspeito que sentiu o mau cheiro e acionou a polícia. O corpo estava enrolado em um lençol e amarrado com um fio dentro de uma cama box. De acordo com informações preliminares, foram encontradas marcas de espancamento no corpo.

Segundo a filha de Cláudia, Shayene Aparecida, 21 anos, a mãe teria ido a um bar com Júlio, no último sábado, e depois os dois seguiram para a casa dele na Rua Geremário Dantas, em Pechinha. O homem teria se apresentado às filhas de Cláudia como pretendente a namorado dela. A vítima nunca tinha tido nenhum relacionamento com ele e teria sido atraída por promessas de dinheiro e bebida.

Cláudia Cristina trabalhava como vendedora ambulante na região e tinha nove filhos. A filha contou que ela e suas irmãs não desconfiaram do sumiço da mãe pois ela sempre foi de sair e voltar dias depois para casa. Ainda de acordo com a filha da vítima, a frieza do assassino as deixaram horrorizadas.

"Mesmo depois de ter matado minha mãe, o Júlio continuou mandando mensagem pra minha irmã falando que tinha gostado muito dela e que queria algo sério. Quando o vizinho reclamava do cheiro ele falava que tinha um gambá morto dentro da casa mas que ele já tinha resolvido o problema", relata Shayene.

O suspeito teria matado Cláudia no sábado, saiu para trabalhar na segunda-feira e não retornou para casa. A família da vítima disse que ele saiu de casa bem tranquilo e segurando uma lata de cerveja em mãos. "Ele foi extremamente frio e fugiu pela porta da frente da casa. Alguns familiares nos contaram que ele estaria na casa de alguns familiares, mas nada confirmado ainda".

Corpo de vítima ainda não foi liberado no IML

O corpo de Cláudia Cristina está no Instituto Médico Legal e ainda não foi liberado. Segundo informações obtidas pela família, ela está sem documentos e por isso ainda não foi liberada para a realização do enterro. 

Procurada, a Polícia Civil disse estar apurando o ocorrido.
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