02/05/2017 às 00h52min - Atualizada em 02/05/2017 às 00h52min

Contratos de R$ 2 milhões questionados pela oposição a Berg custaram 5 vezes mais a Bayeux em 2016

Redação com ClickPB
Extrato de uma das licitações para aquisição de gênero alimentício em 2016; valor é 4 vezes maior que o questionado pela atual oposição
Uma licitação com a modalidade “dispensa por outros motivos” realizada pelo prefeito Berg Lima (Podemos), de Bayeux está causando questionamentos por parte de um jornalista que disputou a eleição contra Berg. Léo Micena, hoje prorietário de um blog, denunciou possíveis irregularidades no processo e admite acionar a Câmara de Vereadores e o Ministério Público para investigar o cumprimento da lei das licitações e da administração pública.

Segundo a denúncia, consta no sistema Sagres do Tribunal de Contas do Estado que a prefeitura aproveitou o decreto de calamidade para homologar em 19 de janeiro uma licitação para compra de gêneros alimentícios para diversas secretarias que tiveram como beneficiada a empresa Santa Maria Comércio De Alimentos Ltda no valor de mais de 1 milhão e meio de reais (R$ 1.693.854,66). No mesmo dia em outra licitação para compra de alimentos para a secretaria de saúde a mesma empresa venceu de novo um processo no valor de R$ 331.013,94. As duas licitações somam mais de R$ 2 milhões de reais e foram homologadas ao que tudo indica quatro dias após o decreto de calamidade.

 “Olha, Bayeux não estava em estado de guerra para o prefeito decretar estado de calamidade pública e dessa forma promover licitações milionárias como essa. Uma só empresa ser vencedora de dois processos que somam mais de R$ 2 milhões, no mínimo, merece ser apurado. Enquanto isso a cidade continua sem médico e remédio nos postos de saúde. É a cara da antiga gestão. Enganaram o povo, mas vamos aguardar se em seis meses ele vai fazer alguma coisa”, declarou Léo Micena.

O fato que chama atenção é que não há, até então, nenhuma denúncia concreta do opositor ao chefe do executivo. Ao contrário, a mesma licitação feita em 2016 na gestão do então prefeito Expedito Pereira (PSB) custou aos cofres públicos mais de R$ 10 milhões de reais. Segundo fontes da prefeitura de Bayeux, a licitação será para o ano inteiro de merenda nas escolas e creches do município como também alimentos para os pacientes e acompanhantes no hospital público da cidade e o pagamento também se dará em parcelas, de acordo com os alimentos que forem entregues, como acontece nos demais municípios do estado.

Ano passado, só o pregão presencial número 000662015 custou R$ 8.763.430,90. Houve também, segundo dados do próprio SAGRES, o pregão de número 000682015 para aquisição de hortifrutigranjeiro, que custou R$ 1.074.557,60. Sem falar no pregão que custou R$ 738.000,00 para fornecimento de refeições, conforme número 000642016 registrado no TCE-PB.

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