17/05/2020 às 10h43min - Atualizada em 17/05/2020 às 10h43min

Hulk compra briga com sócio, que é ex-marido da atual mulher

Uol
Hulk Paraíba (d) trava briga judicial com Marcos Maciel (e), ex-marido de Camila Ângelo (fotos) - atual noiva do jogador Imagem: Reprodução/Site Paulo Germano/Fernando Bronzeado
A briga do atacante Hulk com seus sócios em um supermercado em João Pessoa (PB), revelada pelo UOL Esporte ontem, vai muito além das disputas e cobranças por má gestão e dívidas no empreendimento. No processo que corre na Décima Sexta Vara Cível da Capital, no Tribunal de Justiça da Paraíba, desenrola-se mais um capítulo da novela envolvendo a vida conjugal da estrela do Shangai SIPG. Isso porque um dos acusados pelo atleta é Marcos Maciel Batista Ramos, que compunha sociedade com Hulk e vem a ser ex-marido da atual noiva do jogador, Camila Ângelo.

O ex-integrante da seleção brasileira procurou a Justiça em quatorze de fevereiro deste ano, pedindo a destituição dos sócios – além de Marcos, os empresários Antonio Dantas Neto e Diego Henrique Dantas, acusando-os de cometerem diversas irregularidades na gestão, causando prejuízos à contabilidade da empresa. A briga teria começado quando Hulk topou aportar uma quantia de R$ 6 milhões, em depósito de R$ 1 milhão cada – para a construção de uma nova unidade da rede de supermercado. Em novembro de 2019, o jogador parou de depositar a quantia, alegando problemas na gestão e que não teria garantias no investimento.

“A necessidade da proposição da ação veio da verificação de uma série de irregularidades e da intransigência dos administradores em, amigavelmente, entregar a administração da empresa para um administrador profissional e conhecedor do ramo”, explicou a advogada de Hulk, Marisa de Souza Alija Ramos, em nota divulgada pela assessoria do atleta, que preferiu não falar publicamente sobre o caso. “Orçada para ocorrer em 6 milhões de reais (equipada),tal obra  acabou parando porque os administradores, ainda no meio da obra, solicitaram outros 4 milhões para o sócio majoritário – Hulk, o único com dinheiro para isso – e  o mesmo se negou a financiar um “cavalo branco” visto que a ingerência levou àquela situação. Vale dizer que os 6 milhões da obra já foram emprestados integralmente por Hulk, para serem pagos em 10 anos. Diante desse quadro, Hulk contratou duas auditorias (uma de obra e outra contábil) e pagou do seu bolso: dos relatórios das auditorias, várias são as irregularidades detectadas. Na ação, todas estas irregularidades foram apresentadas, com os respectivos relatórios de auditoria, e foi pedido que liminarmente os sócios fossem afastados”, completou a defesa de Hulk.

Até aí, tudo caminhava para mais uma briga entre empresários (apenas) na esfera cível. No entanto, no dia 18 de fevereiro, Hulk foi ao Juizado Especial Criminal da Capital para uma nova acusação: crimes de calúnia, injúria e difamação. E juntava documentos que incluíam o nome de sua agora noiva, Camila Ângelo, na briga contra o ex-marido da moça, Marcos Maciel Batista Ramos. O jogador e sua defesa interpelaram os empresários cobrando explicações por uma confusão na última reunião dos sócios datada de 17 de janeiro de 2020. Com a relação entre os sócios se deteriorando e o empreendimento enfrentando dificuldades, Hulk convocou o encontro. O objetivo era promover a destituição de todos e dissolver a sociedade, o que ficou registrado em ata. O UOL Esporte obteve acesso ao polêmico documento da reunião em que constam acusações dos demais sócios contra Hulk. Eles apontam que o ex-jogador, a partir do segundo semestre de 2019, parou de cumprir as obrigações societárias e passou a agir contra os interesses da empresa, deixando de pagar uma parcela do empréstimo de R$ 6 milhões que tinha firmado e impedindo que capital fosse solicitado a bancos.

“O sócio Givanildo (nome de Hulk) começou a atuar contra a sociedade, o que o fez descumprir o mútuo anteriormente firmado, ou seja, deixou de aportar 1 milhão de reais em um momento decisivo da obra, valor até então em aberto. E mais: em paralelo, notificou todos os sócios e todos os bancos para que não procedessem mais operações de créditos regulares, imprescindíveis para o dia a dia de qualquer negócio, principalmente o varejo. Com isso, inviabilizou a terceira loja”, diz o documento, ao qual a reportagem de UOL Esportes teve acesso. “Sufocou o negócio e está agindo contra a sociedade, o que se constitui em grave violação legal”. Depois, a ata relaciona a mudança do comportamento de Hulk ao início de seu relacionamento com Camila Ângelo, ex-mulher do sócio Marcos Maciel. “No apagar das luzes de 2019, as razões que motivaram o sócio Givanildo (nome de Hulk) vieram à tona. Se antes não se entendiam os motivos, com a comunicação de um novo relacionamento da ex-esposa de um dos sócios do empreendimento, os motivos ficaram evidentes. Dessa forma, em resumo, o sócio inviabilizou a terceira loja (que traria equilíbrio financeiro para a empresa), não aportou 1 milhão de reais ao qual estava obrigado contratualmente, e ainda determinou que a empresa não pudesse mais constituir qualquer empréstimo, deixando-a em situação financeira delicada”.

Hulk contesta o teor da ata na Justiça. Além da ação cível para dissolver o empreendimento, move contra os sócios uma ação penal cobrando esclarecimentos pelo conteúdo do documento. Nela, afirma que os sócios introduziram as acusações, que classifica como “caluniosas, difamatórias e injuriosas” na ata da reunião sem sua autorização e contra sua vontade. No documento, juntado na petição da ação em esfera criminal, a defesa do atleta descreveu: “Como não obtiveram êxito de demoverem a procuradora do interpelante de sua missão em os destituírem (como nas duas reuniões anteriores) – amigavelmente ou judicialmente – sob a orientação e por texto redigido pelo primeiro requerido, foi (sic) introduzido na ata da reunião várias acusações de cunho caluniosos, difamatórios e injuriosos”. E completou, questionando a ligação que os empresários fazem de Camila Ângelo com o caso: “Quais os motivos evidentes? No que tais motivos influenciaram o interpelante? Quais se entendem ser as consequências de tais motivos? No que tais motivos apresentados “no apagar das luzes de 2019” são relacionados com a postura do interpelante “a partir do segundo semestre de 2019”? O que especificamente o relacionamento pessoal do interpelante com a ex-esposa do sócio (segundo interpelado) tem a ver com os problemas financeiros da sociedade?”, registrou a peça assinada por Marisa Alija Ramos.

De posse do novo documento, a reportagem do UOL Esporte procurou novamente a assessoria de imprensa de Hulk, que manteve a posição de não comentar o caso que tramita na Justiça da Paraíba.
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