10/04/2020 às 09h13min - Atualizada em 10/04/2020 às 09h13min

Desembargador paraibano, afastado do cargo, pode ter ligação com milícia do Rio, avalia STJ

Extra.Globo
Desembargador Siro Darlan durante reunião da CPI dos Incêndios Foto: Reprodução/TV Alerj
O ministro Luis Felipe Salomão, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), encontrou ligações entre milicianos e o esquema de venda de sentenças nos plantões judiciais do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. Na decisão, que afasou nesta quinta-feira o desembargador Siro Darlan e determinou a prisão de outras quatro pessoas envolvidas no esquema, o ministro destacou que os investigadores encontraram indícios de que Darlan teria recebido vantagens para favorecer Marco Antônio Figueiredo Martins, conhecido com Marquinho Catiri, suspeito de chefiar uma milícia em Del Castilho, zona norte do Rio. Catiri foi beneficiado por liminar concedida por Darlan durante plantão do dia 7 de outubro de 2018.

Salomão destacou ainda, na decisão, a suspeita de que o esquema teria tentado favorecer um comparsa do miliciano Mayson César Fideles de Santana, conhecido como “Santana”, ou “César”, um dos líderes da milícia de Itaboraí, município do Grande Rio. Em troca de um habeas corpus em favor do Leandro Bastos da Rocha, cabo da Polícia Militar do Rio de Janeiro, que acabou negado, a milícia de Itaboraí teria pago R$ 280 mil, a ser dividida entre os envolvidos, incluindo Darlan.

Por determinação do ministro, relator do caso no STJ, a Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quianta-feira, a Operação Plantão Fase 2, com o objetivo de cumprir 15 mandados de busca e apreensão e quatro mandados de prisão temporária (contra o filho de Darlan, advogado Renato Darlan, seu sócio, Pablo Filipe Morais Soares de Andrade, o ex-motorista do desembargador Luis Eduardo Soares e o miliciano Mayson César Fideles de Santana). Renato irá cumprir prisão domiciliar.

Procurado, o advogado de Siro Darlan, Carlos Eduardo Machado, disse que não poderia falar por ora, mas que entraria em contato depois.
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