04/12/2019 às 22h29min - Atualizada em 04/12/2019 às 22h29min

Frequentadores do Açude Novo denunciam descaso e abandono da gestão Romero/Enivaldo

 

Uso de drogas, local de assaltos, risco à saúde pública, além de ter se tornado, nos últimos anos, um ponto anti-turismo. O Parque Evandro Cruz, popularmente conhecido como Açude Novo, em Campina Grande, que foi há muito tempo atrás um pólo de cultura e diversão, agora é apontado como lugar de todos estes destaques negativos, segundo frequentadores do local que cobram providencias por parte do prefeito de Campina Grande Romero Rodrigues (PSD) e de seu vice-prefeito Enivaldo Ribeiro (PP).

 

“À noite é muito perigoso porque não tem iluminação e a gente sequer consegue ver quem está por aqui. Tem muita gente que se aproveita desse lugar”, contou o adestrador de cães José Sales, 57 anos, que passeia pelo local apenas durante o dia. Segundo ele, pessoas usam drogas e adolescentes consomem bebidas alcoólicas livremente. “É um lugar abandonado pelo poder público municipal, era muito bom antigamente, mas essa atual gestão não conseguiu manter este local digno de visitação e lazer”, completou.

 

O medo faz com que as pessoas apressem o passo quando precisam cruzar o parque. Outro risco vem por parte da saúde pública, pois o espelho d’água´do Obelisco vem, nos últimos oito anos, segundo uma dona de casa que preferiu não se identificar, servindo como criatório para larvas de mosquitos da dengue.

 

O Açude Novo ainda sofre com pichações e aparelhos quebrados. A dona de casa afirmou que sente falta do tempo em que o local era mantido limpo e agradável. “Eu lembro quando vinha para cá durante o São João. Tinha festa no Parque do Povo e aqui também e o lugar era bem bonito”, comentou a microempresária Maria das Lourdes Santos. A última reforma no local se deu no ano de 2010, não obtendo, nos últimos sete anos, nenhum anúncio de reforma ou manutenção por parte da prefeitura de Campina Grande.

 

Outras obras abandonadas em CG – o abandono não é um “privilégio” apenas do Açude Novo. O mesmo também acontece com as obras do Canal da Ramadinha, em Campina, que segundo moradores da Rua Vicente Gomes de Almeida, no bairro da Ramadinha II, não andam há sete anos, tendo nesses últimos dois anos sido totalmente paralisadas pelo prefeito Romero e por seu vice Enivaldo. “Essa é uma obra que se arrasta há sete anos e nos últimos dois anos parou, não tendo mais trabalho de forma alguma nela”, disse, ao lembrar que, em 2016, entregou ao prefeito Romero Rodrigues um abaixo assinado reivindicando a retomada das obras do canal, mas nada foi resolvido até esse ano de 2019. “A gente sempre procura saber, mas é sempre uma desculpa e os moradores não aguentam mais essa situação”, comentou Roberto Rodrigues (Líder comunitário no bairro).

 

Já a moradora da Ramadinha II, Ezenilda Martins, lembra que, devido ao abandono e falta de sinalização por parte da prefeitura, perto de onde se faria a ponte, já houve vários acidentes. “Já aconteceram acidentes aqui, de pessoas que caíram no canal com moto e carro, além de pedestres”, afirmou.

 

Outra reclamação veio por parte do morador Djavan Pereira, que segundo ele os abandonos das manilhas que seriam usadas na obra e foram jogadas num terreno próximo ao canal estão servindo de esconderijo para bandidos. “A partir das 21h ninguém passa aqui não, pois os ladrões se escondem dentro dessas manilhas e assaltam o povo. Eu mesmo não passo aqui”, disse. Veja mais: http://g1.globo.com/pb/paraiba/jpb-1edicao/videos/t/edicoes/v/moradores-da-ramadinha-continuam-sofrendo-com-obra-parada-de-canal/7704774/

 

Promessa não cumprida - Sobre as obras do Canal da Santa Rosa, no bairro desse mesmo nome, em Campina Grande, a gestão Romero/Enivaldo, como mostram releases enviados à imprensa pela Coordenadoria de Comunicação da prefeitura, prometeu por vários anos, sem cumprir, promover a sua a entrega. Na última promessa a gestão Romero/Enivaldo dizia que ia entregar a obra no primeiro semestre de 2018. Destinado a beneficiar principalmente os bairros do Quarenta, Malvinas e Santa Rosa, o aparelho terá, quando da sua conclusão, uma extensão de aproximadamente 2 km, contando com os canais auxiliares. A obra foi iniciada na gestão anterior, mas paralisada na atual gestão. Confira: https://paraibaonline.com.br/2017/09/canal-de-santa-rosa-deve-ser-entregue-a-populacao-no-primeiro-semestre-de-2018/

 

Creches abandonadas - Diversas matérias repercutidas pela imprensa dão conta de que na atual gestão de Romero/Enivaldo meia dúzia de creches em Campina Grande continuam com as obras paradas desde o começo de 2013. Recente auditoria do Tribunal de Constas da União (TCU), junto ao Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) e a prefeitura de Campina Grande, atestou supostas irregularidades e atrasos nas entregas de creches na Rainha da Borborema, na gestão do prefeito Romero Rodrigues e de seu vice Enivaldo Ribeiro.

 

Vídeo enviado por moradores do distrito de Catolé de Zé Ferreira, em Campina Grande, revela o atual estado de abandono de uma creche que teria sido deixada, no final do ano de 2012, com mais de 90% de sua conclusão. Porém, passados sete anos e quase oito meses, a gestão municipal não entregou ainda essa obra à população. Veja o vídeo produzido pela TV comunitária do distrito: https://youtu.be/SF4eY5qZbDM

 

Exemplos como este se seguem em creches que estão com obras paralisadas nos bairros e distritos de: São José da Mata; Conjunto João Paulo Segundo e diversas outras localidades da cidade. A dona de casa Maria Silva, que mora Em Catolé de Zé Ferreira, diz que o prédio abandonado também deixou o local inseguro. “Qualquer pessoa pode entrar, fica aberto. Eu fico com medo porque a gente fica sozinha em casa e é meio afastado”, conta. Veja mais: https://pbemdestaque.com.br/video-obras-de-creches-abandonadas-por-romero-em-campina-sao-alvo-de-reclamacoes-da-populacao-e-de-auditoria-do-tcu/

 

Trecho paralisado há 60 dias – O trecho que dá acesso na entrada de Campina Grande, vindo de João Pessoa, ao Terminal Rodoviário Argemiro de Figueiredo, bem como ao Shopping Partage e hotéis, como o Village, está, como mostram registros fotográficos, com as obras paralisadas há mais de 60 dias.

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