27/11/2019 às 07h09min - Atualizada em 27/11/2019 às 07h09min

VÍDEO: Prefeito que fez sexo oral em elevador é acusado de improbidade

Metrópoles
Flagrado praticando sexo oral dentro do elevador de um hotel do Distrito Federal em abril deste ano, o prefeito de Tibagi (PR), Rildo Emanoel Leonardi (MDB), voltou a ser alvo de polêmicas. Desta vez, o político é acusado pelo Ministério Público do Paraná (MPPR) de improbidade administrativa. A denúncia é de 15 de outubro.

Segundo denúncia oferecida pela Promotoria de Justiça da Comarca de Tibagi, cidade de 20,5 mil habitantes a 1.261 quilômetros da capital federal, Rildo e outras cinco pessoas são acusadas de participar de esquema de contratação ilegal de uma empresa para confecção de 1.021 fantasias, adereços e enfeites carnavalescos, além de quatro carros alegóricos para o Carnaval de 2017.

Ao todo, de acordo com o MPPR, o grupo teria gasto R$ 126.781 dos cofres públicos com o contrato. A irregularidade, conforme o órgão, se deu durante o processo de escolha da empresa que cuidaria da atividade. O Ministério Público paranaense afirma que a administração pública da cidade “dispensou indevidamente a realização de certames licitatórios que possibilitavam a livre concorrência”. A ação teria sido orquestrada para beneficiar a empresa escolhida.

A denúncia afirma que o prefeito foi “o agente responsável pela ratificação, homologação e adjudicação dos procedimentos licitatórios”, ou seja, de acordo com o órgão, era responsabilidade de Rildo “a correta, transparente e eficiente utilização dos recursos públicos”, o que não ocorreu. Ele ainda é acusado de “causar prejuízo ao erário”.

A reportagem procurou a Prefeitura de Tibagi (PR) para comentar as acusações, mas o órgão não havia respondido até a última atualização desta matéria. O espaço está aberto para eventuais manifestações.

Sexo oral no elevador

Em abril deste ano, o Metrópoles mostrou o vídeo em que Rildo aparece fazendo sexo oral em um elevador no Setor Hoteleiro Sul. O prefeito estava na capital para participar do evento Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios.

As gravações mostram o momento exato em que o político se relaciona com a mulher, supostamente uma garota de programa, que lhe acompanha no trajeto. O flagrante ocorreu na madrugada de 4 de abril, dias antes do início oficial do encontro.

Veja o vídeo

O vídeo mostra o prefeito abrindo os botões da calça e sorrindo para a garota de cabelos negros, que segura uma bolsa e um telefone celular.

A jovem se agacha enquanto acaricia o órgão genital do político. A ação cessa apenas quando as portas se abrem. O prefeito paranaense aperta as teclas do elevador para que as portas se fechassem e ele tivesse mais momentos de privacidade. Só que tudo estava sendo filmado. Depois de alguns instantes, ele abotoa a calça e os dois deixam o elevador.

No vídeo, é possível ver com clareza a relação sexual. O Metrópoles optou por preservar a identidade da moça, uma vez que não é ela quem exerce cargo público. O ato libidinoso ocorre em área comum a mais de 200 hóspedes, em estabelecimento que reúne, além dos visitantes, moradores.

À época, o prefeito de Tibagi admitiu que participou de algumas “noitadas” em boates brasilienses durante o período em que esteve na capital por ocasião da marcha. No entanto, afirmou não se recordar dos “momentos quentes” dentro do elevador.

Segundo o prefeito, a marcha ocorreu há muitos dias. “Me lembro de ter ido a algumas boates e bebido, mas não me recordo de sexo oral com nenhuma mulher dentro de qualquer elevador”, disse.

Facada no prefeito

Há dois anos, Rildo Leonardi se envolveu em outra confusão. Em 16 de junho de 2017, ele foi esfaqueado pela então primeira-dama de Tibagi, Andreia Barreto Lima Leonardi.

A mulher foi presa por tentativa de homicídio ao querer se vingar de uma suposta traição. O crime ocorreu por volta das 4h. O político foi atingido por uma facada no braço direito. Na época, a Polícia Civil não informou as circunstâncias em que a situação ocorrera. Leonardi foi socorrido e levado inicialmente para um hospital da cidade. Ele passou por cirurgia e retornou ao trabalho dias depois.
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