14/11/2019 às 07h34min - Atualizada em 14/11/2019 às 07h34min

Para contratar funcionários, empresa exige:'não pode ser preta e gorda'

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Foto: Fernanda Spadinger/Arquivo pessoal
A empresa Home Angels, que trabalha oferecendo serviços de cuidadoras, está sendo acusada de racismo por exigir profissionais que não sejam pretas. Além da cor clara, para trabalhar nas vagas de folguistas que estavam sendo oferecidas, a candidata não podia ser gorda. O caso está sendo denunciado pela cuidadora de idosos Eliangela Carlos Lopes, de 41 anos, após receber as mensagens da oferta de emprego.

Eliangela procurou a Polícia Militar para registrar um boletim de ocorrência no início deste mês. O caso aconteceu em Belo Horizonte, Minas Gerais. Por meio do WhatsApp, a Home Angel pediu a empresa Leveza do Afeto, responsável pelo treinamento de cuidadoras, 10 folguistas para trabalhar como plantonistas.

A empresa Home Angels, que trabalha oferecendo serviços de cuidadoras, está sendo acusada de racismo por exigir profissionais que não sejam pretas. Além da cor clara, para trabalhar nas vagas de folguistas que estavam sendo oferecidas, a candidata não podia ser gorda. O caso está sendo denunciado pela cuidadora de idosos Eliangela Carlos Lopes, de 41 anos, após receber as mensagens da oferta de emprego.

Eliangela procurou a Polícia Militar para registrar um boletim de ocorrência no início deste mês. O caso aconteceu em Belo Horizonte, Minas Gerais. Por meio do WhatsApp, a Home Angel pediu a empresa Leveza do Afeto, responsável pelo treinamento de cuidadoras, 10 folguistas para trabalhar como plantonistas.

"Pagamos R$ 100 por plantão, com Vale Transporte incluso. Únicas exigências: não podem ser negras, gordas e precisam de pelo menos 3 meses de experiência", enviou a Home Angels. Fernanda Spadinger, responsável pela Leveza do Afeto, foi quem repassou a mensagem por meio de uma linha de transmissão do WhatsApp. Ao G1, a coordenadora disse que a sua intenção "foi empregar". 

Eliangela, responsável pela denuncia, disse ao site que se revoltou ao ler o texto e que, mesmo não precisando da vaga, ficou estarrecida. "Eu sou negra, de cabelo 'ruim', moradora de Ribeirão das Neves e estou com 41 anos. Que chance eu teria?", perguntou a denunciante.

A cuidadora disse que ainda há muito o que fazer porque, segundo ela, para dar andamento no processo judicial vai ter que ir ao cartório para fazer uma escritura que custa em torno de R$ 250. "Imagine as pessoas que estão desempregadas? É por isso que as coisas não vão para frente", indaga Eliangela se referindo aos custos para prosseguir com as denuncias. 

Em nota enviada ao G1, a Home Angels disse que repudia veementemente o fato ocorrido e que é uma empresa com valores sociais e humanos. "Tomamos providências imediatas para a apuração dos fatos mencionados com a unidade franqueada, a qual o colaborador está vinculado, com o intuito de que após apurado e ouvidos os envolvidos, sejam aplicadas as medidas cabíveis em relação às obrigações do contrato de franquia", pontua a empresa acusada.
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