01/01/2017 às 18h42min - Atualizada em 01/01/2017 às 18h42min

Paraibano lamenta mais um golpe ilegal durante UFC: "Vamos ter que trabalhar nisso"

Combate
Evelyn Rodrigues
Em dezembro de 2015, a luta entre Antônio Carlos Cara de Sapato e Kevin Casey terminou em "No Contest" após o brasileiro acertar, de forma acidental, uma dedada no olho no oponente. Na última sexta-feira, Cara de Sapato temeu que o mesmo poderia acontecer no duelo com Marvin Vettori, no UFC 207. O italiano sentiu o golpe ilegal duas vezes e a luta teve que ser interrompida pelo árbitro - o mesmo do confronto citado anteriormente -, mas os dois voltaram a lutar e Antônio saiu com vitória por decisão unânime. 

Em entrevista pós-luta, o brasileiro explicou a situação e afirmou que pretende tomar providências para que o incidente não ocorra de novo, visto que, a partir de 2017, com as novas regras do UFC, um ponto será retirado automaticamente do atleta que aplicar uma dedada no olho do adversário.

- A gente nunca espera um golpe ilegal, um dedo no olho. Tanto que ele também em acertou um. Sou um cara que gosta de jogar na distância, é difícil empurrar com as mãos fechadas. E ainda que você coloque o dedo para cima, na hora que você empurra acaba pegando. É um momento muito rápido. Então, terminou acontecendo duas vezes, aconteceu comigo também, de ele ter acertado o dedo no olho. Faz parte da luta. Não fiquei com medo de perder um ponto, achei que podia ter acontecido se acontecesse mais uma vez. A primeira pegou mais que a segunda. O juiz só me alertou. Aquele tinha sido o juiz da minha luta com o Kevin Casey, que foi aquela que terminou por causa de um dedo no olho. Foi aqui em Las Vegas, no fim do ano. Falei: "Não vem com esse carma não, velho". No treino, com luva de boxe, geralmente não acontece isso. É uma coisa inesperada, acontece muito com o Jon Jones, que gosta de jogar na distância. Eu também faço... é por conta desse jogo. Vamos esperar e tentar melhorar isso daí. Vamos ter que trabalhar um pouco nisso. É algo muito inesperado. Você não quer dar uma dedada no olho do adversário. Quero uma luta limpa, não com um golpe ilegal. É a segunda luta que acontece, não é o tempo todo, mas já é a segunda. Vamos ver o que eu posso fazer para mudar - afirmou.

Sobre a luta, em si, o brasileiro disse que optou por uma postura mais estratégica. Ele elogiou as habilidades de Vettori, principalmente na parte de grappling, e lamentou não ter sido tão agressivo no chão.

- Eu tentei seguir bem a estratégia, sabia que ele era um cara duro, com um grappling muito bom. Todas as vitórias foram por finalização, ele é super perigoso, apesar de não ser faixa preta. Vocês viram que ele conseguiu encaixar uma guilhotina, mas eu consegui viver muito essa situação em lutas de grappling e escapei bem. Mas acho que era lutar com estratégia e inteligência, estou inteiro e pronto para a próxima. Poderia usar mais o ground and pound, talvez ter tentado uma finalização, mas optei por uma luta estratégia, buscar a vitória. Quero crescer e continuar ganhando - afirmou.

Cara de Sapato fez ainda um balanço do seu 2016, durante o qual lutou três vezes e conseguiu duas vitórias. No primeiro duelo, em março, brasileiro foi nocauteado por Dan Kelly, mas se recuperou e conseguiu uma vitória sobre Leonardo Leleco em setembro, e fechou com o triunfo da última sexta-feira:

- Último card do ano, última luta. Segunda vitória seguida. A primeira do ano foi aquela derrota, mas me ensinou muito, muito. É por isso que estou seguindo essa sequência, quero ir para a terceira, quarta e, se Deus quiser, chegar ao cinturão. Esse ano foi produtivo, mesmo a derrota foi de um amadurecimento muito grande. Foi até importante aquilo ter acontecido, da forma que aconteceu. Tudo fez parte de algum plano divino, claro que a gente não quer a derrota. A questão
da dieta, também, que eu estou fazendo hoje, vem fazendo uma diferença enorme. Tem sido cada vez mais fácil perder peso. Tudo teve um porquê, foi um ano super produtivo e que eu aprenda ainda mais neste ano que está por vir.

Paraibano, Cara de Sapato ainda comentou uma possível presença no UFC Fortaleza, em sua região de origem, que está marcado para março de 2017.

-  Vamos ver, vou conversar com meu empresário, ver o que seria interessante. Quero tirar uma ou duas semanas de férias. É possível, nunca digo que não, mas vou respeitar meu corpo, porque tem a questão da perda de peso, tudo. Vou conversar direito com meus treinadores. Não nego a vontade. Mas vamos esperar.

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