05/08/2017 às 22h35min - Atualizada em 05/08/2017 às 22h35min

Juro que é verdade

Foto: Ilustrativa
 

Adoro advogar. Mesmo que essa profissão não fosse tão gratificante, ainda assim valeria e pena pelas histórias verdadeiras que alguns podem pensar impossíveis. Como por exemplo o caso de Juiz de Direito da cidade de Oliveira (MG), que condenou o INSS a emitir uma certidão negativa. Os procuradores do INSS argumentaram que somente um Juiz Federal teria competência para dar essa decisão. Sabem o que foi que o Juiz fez? Decretou a prisão dos Procuradores e ainda os qualificou de “insensata associação criminosa”, membros de “quadrilha de bando” e “répteis, já definidos como seus semelhantes que mostram o que são ainda na casca do ovo, antes da eclosão”. Não satisfeito definiu a atuação dos Procuradores como “atitude cretina dos filhos de pavão com burro” que “guardam a vaidade do primeiro e a estupidez do segundo”.

Ou então o caso do Advogado que propôs uma ação de separação de corpos numa Vara de Família de uma pequena comarca de Minas Gerais e lá no meio da petição disse “-Que no dia 29 de março, o Requerido chegou em seu lar, completamente embriagado, expulsou para fora de casa os filhos e tentou manter relações sexuais à força com a Requerente, sua esposa. Tendo esta se negado, ele se dirigiu a sua sogra e disse para ela deixar a porta do quarto aberta porque ele iria “comer alguém de qualquer jeito”.

Tive acesso a uma certidão passada por Oficial de Justiça que expressamente declarou: “Deixei de fazer a citação tendo em vista que o réu está em lua de mel e me respondeu por telefone que nos próximos dias não está nem aí”.

Meu amigo Carlinhos me contou que estagiava num grande escritório de advocacia em outro Estado e saíra para almoçar com o Advogado Sênior da banca. À tarde iriam a uma audiência, mas ao voltarem para o escritório, encontraram no birô do chefe um bilhete de outro Advogado, que dizia: “Dr. Fulano, lascou tudo. O Sr. Beltrano que seria nossa única testemunha na audiência de logo mais não vai poder testemunhar, tendo em vista que o mesmo é pastor e não pode mentir”.

E me digam mesmo se essa história não faria inveja a Gabriel Garcia Marques. É que um cidadão deixou a esposa e foi viver com a amante, mas voltou depois para a esposa e veio a falecer. A esposa providenciou velório e sepultamento impedindo o acesso da amante. Pois acreditem, caros leitores, a amante entrou com uma ação pedindo a exumação do corpo para realizar novo velório e outro enterro.

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